
Roberto Baggio: jogador da seleção italiana de 1994 que errou o último pênalti na final contra o Brasil.
Pesquisadores descobrem o que você sempre quis saber: por que alguns jogadores não marcam quando têm a bola parada cara a cara com o goleiro?
A resposta é simples: eles erram os pênaltis porque saem para a cobrança rápido demais.
Apesar de parecer muito óbvia, a constatação tem embasamento científico e pode indicar um fenômeno psicológico nos atletas, uma espécie de colapso em momentos de tensão.
Pesquisadores da Escola Norueguesa de Ciências Esportivas chegaram a essa conclusão depois de analisar 296 jogadores realizando 366 cobranças em diferentes edições de três competições- Copa do Mundo, Campeonato Europeu e Liga dos Campeões da Europa. Eles mediram o tempo levado em todas as etapas do pênalti: caminhada, posicionamento da bola, tomada de distância para bater, espera pelo sinal do apito, resposta dada ao sinal e corrida para chutar.
Ao comparar cada um destes tempos com a taxa de acerto, os números mostraram que os jogadores que começavam a correr menos de dois milissegundos depois do apito do juiz acertavam o gol somente 57% das vezes (cada milissegundo corresponde a um milésimo de segundo). Por outro lado, os que levavam mais de um segundo para responder ao sinal balançavam a rede mais de 80% das vezes.
Uma explicação possível é a de que os jogadores simplesmente entrem em colapso. De acordo com estudos nos quais o trabalho se baseou, quando as pessoas se sentem pressionadas em alguma situação elas fazem o possível para que esta termine rápido – mesmo que isso afete seu desempenho.
No estudo Temporal links to performing under pressure in international soccer penalty shootouts publicado na Psychology of Sport and Exercise, os pesquisadores noruegueses confirmam que muitos atletas talentosos analisados nos vídeos simplesmente pareciam ruir sob a pressão de um pênalti.
Mas, como é praxe em quase toda partida, o torcedor não deve culpar apenas seu time pelo fracasso. Ao cruzar os dados, os pesquisadores também concluíram que a taxa de erro também era maior quando a arbitragem enrolava para soar o apito de cobrança. Alguém duvidava que a culpa fosse do juiz?
Fonte: Paula Rothman da INFO Online.

