O nível de acessibilidade oferecido a cadeirantes nas escolas públicas e particulares é escasso, embora sob a legislação específica é igualmente raro o seu cumprimento, o que denota uma falta de perspectiva de um público desatendido. O objetivo desse estudo foi verificar o nível de acessibilidade de cadeirantes oferecido por escolas na cidade do Rio de Janeiro, tomando como parâmetro à escala de acessibilidade de Vidor (2005). A pesquisa foi realizada a partir de visitas a 20 (vinte) escolas públicas e privadas em dois bairros da Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro. A coleta foi feita através de um questionário, adotando como roteiro a adaptação do instrumento “Acessibilidade nota dez” de Vidor (2000), que atribui os conceitos Diamante, Ouro, Prata e Bronze em função do nível de acessibilidade apresentado em edificações. Foi evidenciado que o nível de acessibilidade das escolas visitadas é classificado como Bronze – considerado baixo. Baseado nestes dados pode-se concluir que as escolas visitadas não vêem nesses públicos clientes potenciais, já que não estão preparados para recebê-los e atendê-los em suas necessidades. Além disso, pode-se observar que não existe uma política de promoção da acessibilidade, tanto em sua edificação quanto no preparo de funcionários atendentes, fazendo com que quando ocorre a situação de um cadeirante freqüentar a escola, o acesso às suas instalações seja improvisado e precário, embora os atendentes demonstrem desprendimento e boa vontade para fazê-lo. Assim o impacto das teorias de inclusão social da Educação Física Escolar para portadores de necessidades especiais pode ser comprometido devido às restrições ou impedimentos para o acesso destes indivíduos à escola e às aulas regulares. |