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A produção discente em educação física escolar: dez anos de iniciação científica na UERJ

Como citar este trabalho:
FARIA JÚNIOR, Alfredo Gomes de et al. A produção discente em educação física escolar: dez anos de iniciação científica na UERJ. In: ENCONTRO FLUMINENSE DE EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR, 6., 2002, Niterói. Escola, educação física e avaliação. Anais... Niteroí: Departamento de Educação Física e Desportos, Universidade Federal Fluminense, 2002. p. 26-29.
> Resumo  
A educação física escolar (EFE) parece vir sendo percebida como elemento menor e secundário do fenômeno educacional tanto por graduandos, quanto por profissionais da área em comparação com outras subáreas da educação física. Neste trabalho levantamos a possibilidade de que o processo de desvalorização da EFE tem seu início na própria universidade. Para testá-la decidimos estudar o caso do Curso de Licenciatura Plena em Educação Física e Desportos (BRASIL UERJ. Deliberação 021/94), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). O objetivo deste estudo é verificar a incidência da escolha da ‘EFE’ como temática de pesquisa pelos discentes da referida área em 10 anos de encontros de iniciação científica da UERJ, publicados em 10 Anais das Semanas de Iniciação Científica, entre 1992 e 2001, totalizando 90 trabalhos. Neste estudo descritivo usamos como técnica de pesquisa a ‘análise documental’ e como instrumento de classificação e análise o Systematisation of Research Approaches in Physical Education – SRAPE (FARIA JUNIOR, 1987). Temos consciência que o período de 10 anos, embora não ideal para propósitos analíticos, é considerado suficiente para permitir as análises e até mesmo observar mudanças paradigmáticas (PRICE, 1963). Os dados obtidos foram tratados com os recursos da estatística descritiva. Apresentamos, em ordem de prevalência, os enfoques das tendências de pesquisa, dos discentes da UERJ, relatados por BOTELHO, SANTOS (A SAIR, 2002): 1o técnico, 32,22%; 2o sócio-antropológico, 25,55%; 3o promoção da saúde, 20%; 4o pedagógico, 16,68%; 5o biológico, 4,44%; 6o filosófico, 1,11%. Dentre 90 resumos, apenas sete se dedicam à EFE, significando quantitativamente 7, 77%. Conclui-se que são poucos os estudos acerca da EFE apresentados na UERJ pelos discentes (e supervisionados pelos docentes). Isto pode ser visto como uma contradição, se considerarmos que se trata de um Curso de Licenciatura em Educação Física. Em nossa interpretação, o enfoque tecnicista, caracteriza o currículo deste Curso. Ainda sim, essa situação agravou-se pela ‘maioria dos docentes’ que ao ministrarem disciplinas de desportos ou não, coletivos e individuais, adotam posturas práticas e tecnicistas, muito próximas ao conhecimento de senso comum, influenciando o corpo discente a uma não adesão a pesquisas relacionadas à EFE. Classificação dos enfoques desses sete artigos: predomínio do enfoque sócio-antropológico (em número de três). Isto se deve, ao fato de que os orientadores dos mesmos, foram os docentes FARIA JUNIOR, FARINATTI, estes preocupados com a difusão de pesquisa na área de EFE. Já os outros artigos, distribuiram-se entre os enfoques: técnico (um); pedagógico (dois); e filosófico (um).
 

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